11 de fevereiro de 2020

O que muda na logística com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)

A nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entra em vigor em agosto de 2020, deve impactar também o setor logístico no modo como utiliza as informações de seu clientes. Sobretudo no que se refere à privacidade e à gestão de dados. Entenda o que deve mudar e como se preparar para essa nova legislação.  Consentimento Atualmente, as pessoas jurídicas solicitam dados às pessoas físicas durante o cadastro para compras. Muitas vezes eles não estão relacionados diretamente com a finalidade da empresa. Informações que deveriam ser confidenciais, por exemplo, acabam sendo comercializadas sem autorização do consumidor. Isso causa incômodos como telefonemas,  spams, sms de empresas para as quais não foram fornecidas as informações.  Agora será obrigatório o consentimento explícito por parte do titular dos dados. Isso significa que uma empresa só poderá obter determinados dados a partir da autorização do dono.  Além disso, os titulares dos dados poderão, em qualquer momento, corrigir, cancelar ou até mesmo solicitar sua exclusão. Uso e destino das  informações  As empresas do setor logístico precisarão alterar as exigências para uso, armazenamento e compartilhamento de informações dos clientes como, por exemplo: nome,  telefone, endereço, documentos entre outros. As empresas terão que buscar modelos de atuação mais seguros e inteligentes, garantindo que haja proteção contra possíveis vazamentos ou roubos de dados Independentemente se as empresas logísticas sejam ou não responsáveis diretas por coletar as informações dos consumidores, elas também devem se preocupar em manter suas operações em acordo com as regras. Outro desafio será com o destino dos dados após uma entrega. O que será feito com essas informações? Essa será outra exigência de respostas previstas pela LGPD.  Fiscalização dos dados A Autoridade Nacional de Proteção de Dados – criada a partir da MP 869/18 – será o órgão responsável pela fiscalização da proteção de dados por parte das pessoas jurídicas. A qualquer momento, a ANPD poderá solicitar relatórios de riscos de privacidade às empresas para garantir que as organizações estão tratando o tema internamente e dentro do estabelecido pela LGPD. Afinal, como se preparar?  A criação de um Comitê de Segurança da Informação pode ser uma estratégia eficiente. Ele deve se propor analisar, mapear os dados e locais de armazenamento, verificar novas rotinas em acordo com as exigências da lei.  Atualizar as equipes e áreas de atuação também será muito importante para se preparar para essa nova regulamentação. Contudo isso, espera-se grandes avanços no que diz respeito ao uso dos sistemas de automação como  Analytics, Data Intelligence e Inteligência Artificial.